Turismo

O POT é um instrumento de planeamento que contempla múltiplos projetos que visam materializar a visão que o Governo tem para o setor- Carlos Santos

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O Programa Operacional do Turismo – POT, é na essência, um instrumento de planeamento que contempla múltiplos projetos que visam materializar a visão que Governo tem do setor, considerou o Ministro do Turismo e Transportes, sublinhando que Cabo Verde chegou ao ponto mais alto do processo do planeamento turístico com o lançamento oficial deste Programa, realizado nesta sexta-feira, 14 de janeiro, em São Jorge dos Órgãos, interior de Santiago.

Para Carlos Santos, o POT marca um antes e depois da sua existência, aliado ao compromisso e empenho evidentes do Governo, parceiros e demais stakeholders do turismo, com a sua realização e concretização nos próximos tempos.

“O POT assume a transversalidade do turismo na economia nacional. Materializa o Programa do Governo para o Turismo, com base num modelo de crescimento de turismo ancorado na sustentabilidade, preservação dos recursos naturais, culturais, patrimoniais e humanos do País, como sendo a mais valia para a construção de um produto turístico resiliente em todas as ilhas e municípios do de Cabo Vede, buscando uma maior diversificação e desconcentração da oferta turística”.

Calos Santos aludiu ao POT como sendo um Programa marcado pela multisetorialidade da sua ação que abarca e alavanca vários setores da economia e não só, mas sobretudo pela sua projeção em todos os seus produtos e atividades, conforme as necessidades e interesses, bem identificados ao longo de todo o processo, nomeadamente pelos Masters Plans das ilhas e o Plano de Marketing Estratégico.

Durante a apresentação oficial do Programa Operacional de Turismo, Carlos Santos afirmou que o Programa do Governo elege o turismo como o sector estratégico da economia cabo-verdiana, do qual muito se espera que tenha uma expressiva contribuição para o equilíbrio das contas nacionais e públicas, a redução do desemprego e a consequente diminuição dos indicadores de pobreza, particularmente a extrema, contribuindo significativamente para a melhoria da vida dos cabo-verdianos, reduzindo as assimetrias regionais entre ilhas e municípios.

Enquanto sector estratégico, sustentou Carlos Santos, espera-se, ainda do turismo um elevado efeito multiplicador sobre o conjunto da economia, e, assim, uma contribuição robusta para o crescimento económico, em termos diretos, mas também graças aos efeitos indiretos e externalidades positivas e induzidos sobre todo o tecido económico.

Os múltiplos projetos contemplados no POT, assegura o Ministro, passam por uma melhor infraestruturação das ilhas, enquanto espaços de prática do turismo, qualificação dos diferentes subprodutos, que enformem o Destino de Cabo Verde, aposta na marketing digital, na condição de elemento inovador na promoção do País, melhoria na articulação entre os diferentes atores que atuam nesta atividade, publico, privado e não governamental e capacitação de recursos humanos.

Mobilizados 80 milhões de Euros para investir em todas as ilhas na primeira fase da implementação do POT

“Trata-se de um envelope de projetos que deverão ser implementados na presente década 20/30, tendo como firme propósito a diversificação do produto turístico cabo-verdiano a sua densificação por todo o território, norteado pelos compromissos de sustentabilidade económico, ambiental e social”.

Depois de agradecer o Banco Mundial por ter sido um parceiro desde a primeira hora que entendeu e bem os efeitos que um investimento expressivo no setor do turismo podem trazer para as empresas e famílias cabo-verdianas e igualmente o Fundo do Turismo, Carlos Santos informou que nesta primeira fase da implementação do POT já foram mobilizados 80 milhões de Euros que serão investidos em todas as ilhas do País.

Mais que a implementação do Programa, enfatiza Carlos Santos, é preciso ter um compromisso sério e sistémico a nível da sua avaliação e seguimento permanentes por forma a enunciar os indicadores que possam transmitir a dimensão do seu impacto no rendimento das famílias, nos ganhos para as micro, pequenas e médias empresas e no efetivo estimulo para os restantes setores de atividade económica, sem descurar os impactos ambientais e sociais, dois elementos essenciais para um crescimento equilibrado e saudável.

“Cremos ter as bases de sucesso para a implementação do POT e podermos, com toda a legitimidade e ousadia, aspirar efetivamente, a um turismo sustentável para um desenvolvimento sustentável e inclusivo do Cabo Verde que todos almejamos, a bem de todos os cabo-verdianos no País e na Diáspora”, assegura o Ministro.

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